Quero contar como foi o Encontro sobre o Conto que houve no Sesc da Prainha, em Floripa, semana passada, com um professor bem diferenciado, animado e estimulador... suas colocações faziam que a aula passasse voando e nós, pelo contrário, queríamos que as horas não se escorressem, afinal um encontro de poucas horas, mas vá lá... muito proveitoso!
As dicas que ouço durante tais exposições são a marca fundamental para um vapt vupt de final de semana. E uma bem legal que o professor colocou e que deve estar claro na cabeça de quem escreve, ninguém é obrigado a gostar do que você escreve, e que se deve agradar a si mesmo.
Enfatizou que na verdade as oficinas literárias ensinam mesmo é a LER poesia contos romances novelas ... n leituras. Fez uma crítica aos que olham de olho torto quando alguém diz que leu Sidney Sheldon (li muito na adolescência), considerando-o excelente em montar uma estrutura: as contradições dos personagens, conflito, tensão etc... dá para se aprender muito com ele.
Para quem gosta de escrever disse que é importante ter leitores muito bons, aqueles críticos que vão ler inicialmente e criticar, fazer a interpretação, deixar rolar a paixão e certa ingenuidade, bem legal se o escritor tem um leitor assim para avaliar o material... é muito importante ter alguém em quem se confia.
A importância de um bom título, de um drama mais intenso já no início, afinal disse, quem lê quer ver o que nunca viu antes. Importância de mesclar entre leituras do clássico ao contemporâneo, pois tais dicções se somam. E sintetiza, Machado de Assis já fez tudo... mesmo assim, novas experiências acrescentam.
Das emperrações que inibem a aura criadora e criativa de escritores, considera o mais difícil é tentar negociar com os fantasmas, se deve ter determinação, soltar-se. Afrouxar o superego na criação, se divertir (ser criança), importante é achar o tom. O escritor tem de acreditar no que escreve para que ocorra o mesmo com o leitor. Deixar para as revisões finais o lado adulto entrar, não antes.
Falou muito para quem quer editar a criação, publicar, deu o caminho das pedras, bem complicado...
Falou dos temas narrador (1ª - dizem gerar mais empatia, 2ª, 3ª - funciona como câmera objetiva, onisciente, olhar intruso, seletivo); personagens (rasa ou profunda, protagonista, antagonista); trama (conflito); lugar; tempo; ... linguagem (ter voz própria... não imitar algum escritor, da narrativa ficar em segundo plano e sobressair a linguagem...) ... citando os temas mais importantes. E ainda, o tamanho da prosa, se conto, novela, romance... diz que quando chegar um ponto em que o escritor diz que podia chegar isso deve ser respeitado.
O conto, em específico, considerado curto, deve-se atentar para o núcleo dramático (pequeno), ter coesão, tensão, estranheza, mostrar a história aparente e ao mesmo tempo existir uma história oculta (questões que importam), estas não se encontram, não se tocam,; outras se encontram em determinado trajeto quase lá no final; outras vem em onda e a oculta corta a aparente em certo trecho e novamente se separa e de outras possibilidades de processo, até de uma história aparente e outras duas histórias ocultas se duelando; etc... pode-se ter diversas intenções, a depender do criador , e encontrar um fim , de forma que feche o círculo.
A novela, narrativa média, poderão ter distintos núcleos dramáticos que poderão se relacionar e/ou vão se relacionar.
O romance tem grande núcleo dramático e pode ter outros que se relacionem com ele e finalmente...
... que se deve cortar, cortar, cortar... muito cuidado com os adjetivos...
Sugeriu muitas opções de leitura durante toda a aula, listei: Machado de Assis, Falkner,Ricardo Piglia, César Aira, Luisa Geisler (Quiça, Contos de Mentira), Raimundo Carrero, Caroline Rodrigues, Joca Reiners Terron, Juliana Amato (conto Crianço), Carol Bensimon, Paul Scott (Itaca Road), José Castelo, Andrea del Fuego (Malaquias da língua geral), J. M. Coetzee (Desonra), João Gilberto Nool (Mínimo Múltiplo Comum), Céline (Viagem ao fim da noite) etc etc, o importante é ler ler ler se se quer escrever melhor, clássícos, contemporâneos, revista em quadrinho, poesia etc etc.
Em seguida o Festival do Conto apresentou dois painéis com a presença de autores e experiências na feitura da escrita... é papo pra próxima!
terça-feira, 29 de novembro de 2016
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
UM ANO DE LUTA E DOR - ATINGIDOS PELA LAMA DE MARIANA
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| Bento Rodrigues, 05/11/2016 |
Participei na primeira semana de novembro da MARCHA DOS ATINGIDOS PELA LAMA DE MARIANA e o que se encontrou pelo caminho são tristezas, perdas, dores, lama, muita lama, desrespeito às pessoas tornando-as invisíveis quanto aos seus direitos básicos e tantos outros termos que poderia listar até a última linha desta postagem e ainda assim seria insuficiente.
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| Foto tirada em 05/11/2016, Bento Rodrigues, tudo continua do mesmo jeito, só destruição! |
UM ANO DA LAMA. UM ANO DE IMPUNIDADE. UM ANO DE LUTA. Veja bem, eu participei da marcha um ano depois da tragédia sem precedentes ocorrida em Mariana, no distrito de Bento Rodrigues, completamente destruído pela lama da barragem de Fundão, causadora de vinte e uma mortes e outras em sequência e consequência, além de a partir daquele distrito a lama ir solapando tudo que encontrava pela frente, outras cidades, rios da bacia do Rio Doce, quintais, ribeirinhos atingidos no que de essencial à sobrevivência, um rio fértil com peixes para o sustento e sobrevivência familiar. Até chegar ao mar. Poluindo a areia a beira mar e o mar a quilômetros de distância. Infestando todo o caminho com o que há de putrefação causada pela mineração desvairada nos lucros e dividendos da extração do minério de ferro.
"VALE dessas lágrimas, SAMARCO dessas lamas,
o povo não esquece, Mariana ainda chama.
(o povo organizado, a empresa não engana)
Jadir Bonacina"
E os que estão vivenciando desde aquele dia, o dia 05 de novembro de 2015, data do rompimento da barragem de Fundão, e continuam a vivenciar, dia após dia, toda a lama jorrando como se a cada dia o jorro perdurasse?
Apenas os atingidos na pele no corpo na alma são capazes de dimensionar o sofrimento, o efeito trágico na vida de milhões de atingidos que passam obrigatoriamente pela experiência quando expulsos do seu lugar para dar acesso a barragens e hidrelétricas ao redor do mundo.
Mas que não desistem e insistem:
"Se é pra ir a luta, eu vou
Se é pra tá presente, eu tô
Pois na vida da gente
o que vale é o amor.
Zé Vicente"
Vamos à luta, SOMOS TODOS ATINGIDOS.
Oxalá eu pudesse escrever ao que propus de quando da criação do blog, inspiração literária ao cotidiano. Oxalá nada tivesse acontecido e fosse apenas um pesadelo que ao acordar desaparecesse. Oxalá o tilintar do níquel não afetasse tanto as mentes de governantes, instituições, empresários, que existem com o propósito de zelar pela vida plena em sociedade. Oxalá tenhamos aprendido a defender nosso pedaço de chão da ambição descabida em detrimento às pessoas, cidadãs de toda e qualquer parte onde exista água, energia, aliás, ÁGUA ENERGIA NÃO SÃO MERCADORIAS!
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
PONTADA NO PEITO EM VENTANIA
Última semana de outubro. Os ventos estão a toda por estas bandas refrescando a noite de um céu sem nuvens. Disseram que bateria os 100 km/h, sei que a poucos momentos foi uma bateção de porta e janela e por milagre a energia não caiu.
Ontem ao contrário um chuvisco fino durante a noite com ventania razoável. Deu até pra pegar um cineminha. Vi o filme A comunidade, 2016, dinamarquês, diretor Thomas Vinterberg. Está definido como drama e filme de família. Realmente é bem interessante acompanhar a aventura de dez pessoas que por diversas razões ajustam regras de convivência para morarem numa mesma casa. Ideal sonhado por uma das moradoras casada com um professor arquiteto que ganhou a casa de herança.
A história vai ganhando intensidade a partir do momento em que o marido se apaixona por uma de suas alunas. A comunidade tem reuniões definidoras de vários aspectos e sempre que surge um conflito tenta resolver ou, ao menos é solidária com a dor do outro.
E foi aí que a dor da mulher me pegou em cheio. Quando o marido conta pra ela que está tendo um caso o mundo dela não desmorona, ela se faz de forte e até sugere que a moça também vá morar junto com a comunidade, talvez supondo que o marido não chegasse a tanto. É surpreendida quando volta do trabalho e a jovem lá está.
O desmoronar vem a conta-gotas, devagarinho insuflando a dor, a angústia noturna do estar só, o não dar conta de levar o trabalho a cabo, até que o auge chega com a expressão de como está difícil lidar com a questão. Senti a imensa dor daquela mulher (quem não a vive nas crises do relacionamento a dois), eu estava vivenciando a dor tão fortemente me colocando no seu lugar. Como é dolorido quando a instabilidade da relação se faz presente.
Essa constatação faz gerar uma reunião para decidir quem sairá de casa, se a mulher ou o marido com a amante... A filha deles decide quem sairá de casa?
O homem, o marido, que durante todo o tempo se manteve no prumo não aguenta tantas perdas que o processo acarretou e chora como uma criança.
Ainda meu peito está sentindo a emoção... Lembrei da frase do Rubem Alves de que amar é ter um pássaro pousado na mão e a qualquer momento ele pode voar...
Ontem ao contrário um chuvisco fino durante a noite com ventania razoável. Deu até pra pegar um cineminha. Vi o filme A comunidade, 2016, dinamarquês, diretor Thomas Vinterberg. Está definido como drama e filme de família. Realmente é bem interessante acompanhar a aventura de dez pessoas que por diversas razões ajustam regras de convivência para morarem numa mesma casa. Ideal sonhado por uma das moradoras casada com um professor arquiteto que ganhou a casa de herança.
A história vai ganhando intensidade a partir do momento em que o marido se apaixona por uma de suas alunas. A comunidade tem reuniões definidoras de vários aspectos e sempre que surge um conflito tenta resolver ou, ao menos é solidária com a dor do outro.
E foi aí que a dor da mulher me pegou em cheio. Quando o marido conta pra ela que está tendo um caso o mundo dela não desmorona, ela se faz de forte e até sugere que a moça também vá morar junto com a comunidade, talvez supondo que o marido não chegasse a tanto. É surpreendida quando volta do trabalho e a jovem lá está.
O desmoronar vem a conta-gotas, devagarinho insuflando a dor, a angústia noturna do estar só, o não dar conta de levar o trabalho a cabo, até que o auge chega com a expressão de como está difícil lidar com a questão. Senti a imensa dor daquela mulher (quem não a vive nas crises do relacionamento a dois), eu estava vivenciando a dor tão fortemente me colocando no seu lugar. Como é dolorido quando a instabilidade da relação se faz presente.
Essa constatação faz gerar uma reunião para decidir quem sairá de casa, se a mulher ou o marido com a amante... A filha deles decide quem sairá de casa?
O homem, o marido, que durante todo o tempo se manteve no prumo não aguenta tantas perdas que o processo acarretou e chora como uma criança.
Ainda meu peito está sentindo a emoção... Lembrei da frase do Rubem Alves de que amar é ter um pássaro pousado na mão e a qualquer momento ele pode voar...
domingo, 23 de outubro de 2016
ENCANTAMENTO DA ANIMAÇÃO
Têm umas duas semanas que venho enrolando com a postagem e desmerecidamente porque o filme japonês de animação é delicioso, de 2013, de Isao Takahata, estreado no Brasil em 2015, O Conto da Princesa Kaguya.
O filme é derivado de um dos contos populares japoneses, O corte do bambu. Pesquisei e encontrei na rede diversas referências e até trecho adaptado do conto.
A habilidade do animador em forjar os desenhos num tom que instiga o prazer visual e ao mesmo tempo o enredo é demais. Quando se está como espectador dessa história se faz uma constante pergunta: como alguém consegue transmitir tamanha leveza e sentimento a cada movimento, que ao final, apesar de triste, a história consegue ser bela e poética?
Inspirador assistir um filme com tamanho nível de engenhosidade, que mescla contar uma história bem engendrada com artifícios do desenho animado, do uso das tonalidades das cores, o jeito oriental de mansidão e ao mesmo tempo força das cenas.
Hipnotizada foi como fiquei durante todo o tempo da filmagem, o olhar fixo tentando captar a destreza na mudança das cenas, o toque delicado e sutil de armar as estratégias até a finalização, o cuidado no expressar as questões do destino, sei que me emocionei com o encantamento das etapas.
Vale a pena assistir e verificar que tenho razão.
domingo, 16 de outubro de 2016
TEMPO
Acabou que o tempo abarcou a dimensão. Não me culpo. Pode culpar o que para todos é tal e qual igual.
Ao reler postagens... corrigindo a linguagem, consertando, afinal feitas no calor da emoção nem sempre trazem claro o recado, eis que me deparo com uma: a segunda postagem.
Afirmo e reafirmo, está tão atual na reflexão sobre o TEMPO que garatujo o link: http://aposentadativa.blogspot.com.br/2011/12/pensamento-sobre-o-tempo.html
Adoraria tivesse a ver com o tal do outubro rosa, mas não é isso, e sim o sentimento de que o tempo escasseia (conclusão de quem anda acima dos sessenta e o tema teima temperar o tutano... principalmente depois de saber que o Flávio Gikovate (de quem sou fã) abriu a porta).
Ainda que não tivesse pensado que um leve "prestenção", da postagem anterior arrebanhasse tanta consideração, mas insiste em permanecer em pensamento, palavra e ... prestenção!
A letra "A" é a primeira e na força, por ordem... quem a quer? ... prefira a desordem e queira teimar, pois temer não é capaz de nos fazer temer o futuro. Nem mesmo os que descambam pro lugar comum do toma-lá-dá-cá sem consciência.
Acredite, o tempo só vale a pena se vivido pra valer...
A é feminino e o O é masculino, apenas isso! Nada mais que isso!
sábado, 15 de outubro de 2016
EL MAESTRO OVIDIO
Pois é, a última postagem eu comentei como o tempo voa... e hoje lendo Ovidio, El arte de amar El remedio del amor, Estudio de Carlos García Gual, Biblioteca Edaf, Madri, 1966, no livro III, página 103 diz:
" ... no malgastéis el tiempo, pues los días pasan como las ondas de un rio, y ni la onda que pasa vuelve hacia su fuente ni la hora perdida puede tampoco ser recuperada. Aprovechaos de la juvenil edad que se desliza silenciosa, porque la siguiente será menos feliz que la primera..."
Ovidio (43 a.C - 17 a.C) dando conselhos às mulheres ao início do livro III, depois de nos dois primeiros seguir aconselhando aos homens em como proceder à conquista feminina. Referindo-se as maneiras de não falhar no intento, do ponto de vista da sedução às mulheres por quem os homens querem arrebatar um romance picante.
Ovidio era famoso à época em Roma, mas o escrito sobre a Arte de amar deixou o rei Augusto, bastante conservador, irado, pois vinha com dificuldade tentando moralizar a comunidade que tinha por hábito comum o adultério. Na introdução o autor supõe que Ovidio colaborou ou testemunhou os amores adúlteros da neta de Augusto e foi exilado em uma aldeia longe de Roma até sua morte aos sessenta anos.
Ele sabia-se bom conselheiro tanto que solicitava aos que alcançassem o proposto lançassem seu nome aos deuses em agradecimento:
"Ovidio fué mi maestro."
E dá o conselho para aqueles jovens que um dia terão cabelos brancos e rugas:
"Eleva tu ánimo si quieres resistir los estragos del tiempo y conservar la beleza: es el único compañero fiel hasta el último suspiro. Aplícate al cultivo de las bellas artes y al estudio de las dos lenguas... Seas quien seas, pon una débil confianza en el prestigio de tu lindo semblante y adórnate con prendas superiores a las del cuerpo."
Para os dias de hoje o manual é ingênuo, mas para aqueles tempos avançado e Ovidio utilizando-se da ironia, da retórica com argumentos bem entrelaçados tinha claro que possuía o domínio da palavra.
Não adianta correr contra a correnteza... pues los días pasan...
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
PRESTENÇÃO
Findando o ano. Outubro (simbolicamente ROSA) desce a ribanceira para findar 2016. Falta pouco para aproveitar a ciranda dos dias a pequenos acordes. Talvez alguma cantiga, um assovio criativo ou se deixar levar para lá... tipo no mano a mano... esperar para ver se um poema vem em soneto ou versos livres.
Gostos variados, mas uma coisa é certa: é tempo que passa voando.
que nem infância. gosto de bala delicado ou jujuba. brincar de cambalhota. dar risadas soltas sem se preocupar. nem prestar atenção. correr correr pular pular. saltamarelinha. atirei o pau no gato. ciranda cirandinha. na volta e meia tempo passou.
Adultez chega cobrando o senso rapidez competição urgência competição a responsabilidade. Mesmo sem preparo deve-se estar pronto. O fazdeconta ficou para trás. Nestes tempos, a ansiedade a pressão a angústia a busca por um lugar. O alicerce treme aos abalos das descobertas. Nãoadianta conselho regra receita remédio remediado está o tempo não se pode perder por aí é que desce a ribanceira e
finda ano entra ano, se é avó avô, a idade do "condor", é tempo que passa voando. uma nova infância entre netos, nova oportunidade de momentos virginais, liberdade de doces dias em que ouvimos os netinhos e uma voz ressoa do passado infantil de nossos dias.
Nesse resumido se depreende a vida... e como passa depressa.
Presta atenção no que fazer entre os parágrafos porque a vida não espera para ser vivida se não se presta atenção.
Gostos variados, mas uma coisa é certa: é tempo que passa voando.
que nem infância. gosto de bala delicado ou jujuba. brincar de cambalhota. dar risadas soltas sem se preocupar. nem prestar atenção. correr correr pular pular. saltamarelinha. atirei o pau no gato. ciranda cirandinha. na volta e meia tempo passou.
Adultez chega cobrando o senso rapidez competição urgência competição a responsabilidade. Mesmo sem preparo deve-se estar pronto. O fazdeconta ficou para trás. Nestes tempos, a ansiedade a pressão a angústia a busca por um lugar. O alicerce treme aos abalos das descobertas. Nãoadianta conselho regra receita remédio remediado está o tempo não se pode perder por aí é que desce a ribanceira e
finda ano entra ano, se é avó avô, a idade do "condor", é tempo que passa voando. uma nova infância entre netos, nova oportunidade de momentos virginais, liberdade de doces dias em que ouvimos os netinhos e uma voz ressoa do passado infantil de nossos dias.
Nesse resumido se depreende a vida... e como passa depressa.
Presta atenção no que fazer entre os parágrafos porque a vida não espera para ser vivida se não se presta atenção.
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