Falando em Kalil Gibran, escritor que li na adolescência, o livro O Profeta, voltou a me criar expectativas. Em casa tinha o livro e peguei emprestado de minha mãe. Depois que ela se foi, o tal livro desapareceu.
Agora, quase quarenta anos depois tenho o livro em minhas mãos, mas resolvi ler no idioma inglês, forma de treino da habilidade. Acontece que a parte onde ele fala "...que o vasto mar, sozinho, é paz e liberdade para o rio e seu fluxo..." mais ou menos isso, me deixou impressionada.
Então, relembro que desde jovem anseio na procura do mar... sempre que possível férias aonde tem praia e para quê? fico deslumbrada contemplando a imensidão do mar. Descobri, então, que meu desejo vem ancorado na leitura feita na idade juvenil. E contempla o que muitos estudiosos da escrita falam, de que a pessoa está impregnada das leituras que faz, o que inclui dizer, que nada se cria, tudo se transforma.
Tenho que rir. Parece que encontrei quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Mas é muito genial chegar a conclusões que a gente pensava vir do ímpeto mais profundo de si mesmo sem interferência de ninguém. De repente, reconhecer-se impregnado de muitos outros, outros, outros, tantos que indefinidos.
Aliás, a coincidência, a necessidade de morar próximo a praia. De onde vem tal desejo?
A questão é, Kalil Gibran expressou, seus sábios pensamentos, o desejo de todo homem/mulher, de como a paisagem mar está representada no íntimo de cada um. Todos buscam paz e liberdade como objetivo do querer ser fundamental.
Olha eu viajando!
quarta-feira, 1 de março de 2017
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
TÍPICA IDADE A VELHICE!
Penúltimo dia do mês, tinha que ter desconfiômetro e arranjar jeito de retornar à escrita. Quanto tempo sem postar, mas tem explicação, sempre se encontra uma:
No final de Janeiro dei uma fugida para outro itinerário e o que menos interessava era arranjar tempo para sentar e deixar fluir a inspiração para escrever.
E não tive, de forma alguma, tempo. As paisagens, as que me consumiram, assumiram a tonalidade da natureza e a ostentação era tão magnífica, tipo assim uma das sete maravilhas do mundo, como a Table Mountain na África do Sul. O deslumbramento do olhar, a caminhada extenuante, a observação geológica das rochas e lugar, as fantásticas espécies de flores selvagens embelezando o árido horizonte, que vez ou outra, se umidificava pela passagem de nuvens, o que fazia gelar, sentir o frio na pele de um inverno inexistente em pleno verão. É deveras parte do fugidio desaparecimento. Completado por ficar sem entender patavina (exagero, claro) do que era dito e o ouvido ter mil e uma utilidades para compreender a mudança de eixo.
Deixando de lado as insinuações, a questão que paira, após a fugida de itinerário, é que no retorno, a inspiração e o ânimo andaram meio desaparecidos. Tentei descobrir o porquê, e confesso... a idade pesando. Após ter pique para as descobertas que deslumbram e não aceitar sentar nem para pensar... isso acaba, uma hora as férias acabam e o cotidiano volta reivindicativo. O que aconteceu.
Depois de colocar ordem na bagunça, o cansaço do corpo foi me tomando, tomando, tomando, e acabei com a típica virose, nossa conhecida de verão. Sensação de enjoo, mal estar gástrico e intestinal me obrigaram a ir pra cama. E, o que antes, não aparentava interferir nos arranjos, pois a idade condizia com o esquema, hoje, uma extrapolação qualquer deixa sequelas.
Acabo que fico rindo, já que não tem jeito. Os excessos são cobrados com a queda da imunidade característica do envelhecimento. Mas qual nada, após restabelecimento, aqui estou com o pique esquentando e formatando outras peripécias.
Já pensou se quando a gente envelhecesse, ficasse reclamando de forças passadas, vivendo no faz de conta da infância, da juventude e até da fase adulta. Não, na velhice, a gente levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima... porque aventuras... ah! essas não esperam a gente ajeitar as ancas não. Tem que ir com tudo e o espírito solto, como o mar em sua imensidão, que bem diz Kalil Gibran, o mar por si só é paz e liberdade.
Paz e liberdade para descobrir os terrenos que se abrem a cada passo... enquanto se tem tempo a novidades! A expectativa além do entardecer!
No final de Janeiro dei uma fugida para outro itinerário e o que menos interessava era arranjar tempo para sentar e deixar fluir a inspiração para escrever.
E não tive, de forma alguma, tempo. As paisagens, as que me consumiram, assumiram a tonalidade da natureza e a ostentação era tão magnífica, tipo assim uma das sete maravilhas do mundo, como a Table Mountain na África do Sul. O deslumbramento do olhar, a caminhada extenuante, a observação geológica das rochas e lugar, as fantásticas espécies de flores selvagens embelezando o árido horizonte, que vez ou outra, se umidificava pela passagem de nuvens, o que fazia gelar, sentir o frio na pele de um inverno inexistente em pleno verão. É deveras parte do fugidio desaparecimento. Completado por ficar sem entender patavina (exagero, claro) do que era dito e o ouvido ter mil e uma utilidades para compreender a mudança de eixo.
Deixando de lado as insinuações, a questão que paira, após a fugida de itinerário, é que no retorno, a inspiração e o ânimo andaram meio desaparecidos. Tentei descobrir o porquê, e confesso... a idade pesando. Após ter pique para as descobertas que deslumbram e não aceitar sentar nem para pensar... isso acaba, uma hora as férias acabam e o cotidiano volta reivindicativo. O que aconteceu.
Depois de colocar ordem na bagunça, o cansaço do corpo foi me tomando, tomando, tomando, e acabei com a típica virose, nossa conhecida de verão. Sensação de enjoo, mal estar gástrico e intestinal me obrigaram a ir pra cama. E, o que antes, não aparentava interferir nos arranjos, pois a idade condizia com o esquema, hoje, uma extrapolação qualquer deixa sequelas.
Acabo que fico rindo, já que não tem jeito. Os excessos são cobrados com a queda da imunidade característica do envelhecimento. Mas qual nada, após restabelecimento, aqui estou com o pique esquentando e formatando outras peripécias.
Já pensou se quando a gente envelhecesse, ficasse reclamando de forças passadas, vivendo no faz de conta da infância, da juventude e até da fase adulta. Não, na velhice, a gente levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima... porque aventuras... ah! essas não esperam a gente ajeitar as ancas não. Tem que ir com tudo e o espírito solto, como o mar em sua imensidão, que bem diz Kalil Gibran, o mar por si só é paz e liberdade.
Paz e liberdade para descobrir os terrenos que se abrem a cada passo... enquanto se tem tempo a novidades! A expectativa além do entardecer!
domingo, 29 de janeiro de 2017
EXPECTATIVAS AO ENTARDECER
Janeiro findando com as expectativas pululando a cabeça. Ainda é tempo de férias e ao mesmo tempo obrigações ameaçam à porta. Felizmente, claro. Os projetos de vida reiniciam e com eles as metas a cumprir. Sinal de estar sintonizado na busca de objetivos, possibilidades e construções e avalia aqui, avalia ali, novas propostas beirando os desejos se incorporam às metas. Que assim seja. Aliás, a área emocional estando presente o foco afirmativo tamborila no coração. Votos de que os bons (sentimentos, emoções) sobressaiam aos que lutamos em despachar para o quinto... (uma piadinha amenizando).
O mês de Janeiro foi fértil em ótimas leituras. Li o livro do famoso professor de escrita criativa, Assis Brasil, O inverno e depois, LPM, 2016. Adorei a história e ampliou o meu conhecimento na área da música e seus instrumentos, descobri sobre Dvorák, compositor checo da era romântica, e a construção do personagem a partir da necessidade de tocar o concerto e entremeando o desejo todas as questões de sua vida indo e voltando em trajetórias no tempo. Como disse o escritor, a partir do personagem, a gente nunca gosta da forma como o escritor escolheu o final de um livro. É verdade, a gente gostaria que não tivesse fim a história...
Também li Onisciente contemporâneo, Bestiário, 2016, contos organizados pelo professor Assis Brasil, dos alunos escritores que participaram da Oficina de Criação Literária da PUCRS, 2015, com histórias bem interessantes e o reconhecimento de nova safra de bons escritores pelo caminho. Muito bom!
Depois foi George Sanders, Dez de dezembro, Companhia das Letras, 2014, contos muito interessantes e bem focalizados na realidade do nosso tempo. Gostei muito do escritor americano, linguagem coloquial e ao mesmo tempo atento às questões que afligem o humano em sua simplicidade. Interessante como apesar de trazer a tona questões fortes, não enquadra sentimentos depressores no processo.
O Janeiro prometendo energia para aventuras ainda maiores para os próximos meses!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
ENCONTRO E INDIVIDUALIDADE
Semana respirando ares saudáveis, não devido ao clima, não, mas ao desejo que se aliou em 2017. Busca de sentimentos enaltecedores dos aspectos positivos. Autoajuda? Que nada.
Um desejo que espera angariar parceiros, trazendo assim, bons ventos e propostas afirmativas. Crendo que nem sempre se pode estar livre das intempéries, mas na força resiliente que todos temos, ser parceiros e de mãos dadas, solução encontrar.
O que é o convívio. Estando juntos cada um soma suas forças. A exposição transparente se achega devagarinho e a ressonância de identidades vai se projetando, se afirmando, e, o que era uma forma de pensar de um, na soma de dois, é repensada, atraindo não as certezas, mas as dúvidas, que são de todos.
O interessante é que o discurso duo toma nova modalidade e na amplitude de leques galga os terrenos mais arenosos do nosso ser, perfazendo novas releituras, e, quem sabe, novas tentativas de saberes.
O que é o convívio. O que é a amizade. O desfrutar da convivência criando elos que se aprofundam a partir de ouvidos atentos a escuta. Apenas a presença incondicional do outro e suas experiências individuais. Por aí vai rolando a confidência e quando se dá conta, uma amizade sincera se festeja.
Assim os primeiros dias do ano foram levados, no sacolejar até a praia em boa companhia e risadas e cantorias e histórias enriquecendo a rotina diária. Nada como férias e encontros.
Mudando o foco, quando o assunto é sobre si mesmo, a rede social dá uma ajudinha no compartilhamento de ideias inspiradoras, como é o vídeo do You Tube da artista cantora Flaira Ferros, com a música Me curar de mim, 2014, disponível na rede. Cada palavra expressando, com total transparência, o nosso lado humano, e assim, atentar para o aperfeiçoamento a partir de cada escuta e discurso cantante da autora. A música é deveras delicada no sentido de antever o que de nós pode atravancar a existência e com tal reflexão, buscar o resgate fundo do verdadeiro significado de SER, eis:
" Me curar de mim
Sou a maldade em crise
Tendo que reconhecer
As fraquezas de um lado
Que nem todo mundo vê
Fiz em mim uma faxina e
Encontrei no meu umbigo
O meu próprio inimigo
Que adoece na rotina
Eu quero me curar de mim – REFRÃO
Quero me curar de mim
Quero me curar de mim
O ser humano é esquisito
Armadilha de si mesmo
Fala de amor bonito
E aponta o erro alheio
Vim ao mundo em um só corpo
Esse de um metro e sessenta
Devo a ele estar atenta
Não posso mudar o outro
Eu quero me curar de mim – REFRÃO
Quero me curar de mim
Quero me curar de mim
Vou pequena e pianinho
Fazer minhas orações
Eu me rendo da vaidade
Que destrói as relações
Pra me encher do que importa
Preciso me esvaziar
Minhas feras encarar
Me reconhecer hipócrita
Sou má, sou mentirosa
Vaidosa e invejosa
Sou mesquinha, grão de areia
Boba e preconceituosa
Sou carente, amostrada
Dou sorrisos, sou corrupta
Malandra, fofoqueira
Moralista, interesseira
E dói, dói, dói me expor assim
dói, dói, dói, despir-se assim.
Mas se eu não tiver coragem
Pra enfrentar os meus defeitos
De que forma, de que jeito,
Eu vou me curar de mim?
Se é que essa cura há de existir
Não sei. Só sei que a busco em mim
Só sei que a busco.
Flaira Ferros"
Em cada canto, o jeito de dar uma espiada e, buscar o questionamento na proposta de crescimento pessoal e amadurecimento como pessoa. Bons mergulhos!
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
ESCRITA E ORALIDADE SOANDO POESIA
Que maravilha o despertar de 2017, novas esperanças e esperas para o ano. As irmãs gêmeas permeiam o ambiente que sempre procuramos no início de novas etapas. Mesmo sendo dias em continuidade, o transporte pra novo ano traz o simbólico desejo de reconstrução, empenho, energia vital, auspiciosos desejos e com tais companhias o ano se transformando de crise em criação ditada por ninguém menos que o(a) interessado (a): VOCÊ!
Vamos ao cotidiano. Hoje depois do trabalho a lombeira tomou conta de mim tamanho o calor em Floripa, que que isso! Deitei e comecei a ler. De repente, sem mais nem menos ouço:
"Tu tá caindo na mentira, tá mentindo a mentira que menti pra ti."
Olha só que frase mais complicada de se entender. Na verdade, dois garotos passavam debaixo de minha janela e o maiorzinho falando para o outro. Não vi o tamanho dos dois, apenas deduzi pelas vozes. E a frase me intrigando.
É normal por aqui (sul do Brasil) as pessoas usarem o tu, ti em abundância. Mas a junção na frase com tanto fonema com T fez que a frase virasse cambalhota na imaginação. Não ouvi o entremeio da conversa, nem o pra frente, nem pra trás, nem mesmo fiquei curiosa com o que originou a tal mentira. O sonido poético das aliterações dando ritmo e efeito sonoro ao simples tagarelar infantil é que trouxe ao cérebro diversas imagens. Muito legal mesmo.
De simples cansaço, o ouvido atento aos rumos diferenciados do roteiro de veraneio e, no calor das emoções, a tradução de um linguajar característico, divertiu com humor o fim de tarde.
São tantas as possibilidades que a frase traz. Cada um que lê levará a um simbólico diferente. A oralidade tem disso, desperta o ouvido a milhares de poesia. A escrita idem, como se vê descrita na foto para nossa tradução.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
ÓTIMAS ESCOLHAS EM 2017
Finalzinho da reta. 2016 findou trazendo uma constrangedora certeza, que as certezas estão embargadas nas mãos de maus políticos e quanto a nós, o povo, desanimados com tamanho desplante.
Reconheço que a política andou queimando o astral poético de qualquer um que seja, quando se trata de realidade.
Quando a questão é ficção a gente pode voar pra outros tipos de verdade, a da ficção. E assim, as leituras deram um up grade interessante no dia a dia, por que senão, teria passado sem aspectos positivos.
Kafka retornou aos meus interesses. Li e reli os livros dele. Carta ao pai, Diários, O artista da fome, Metamorfose, O processo, Descrição de uma luta.
Depois a biografia da Frida Kahlo, de Ayden Herrera, 2011, me caiu às mãos e estou ainda achando bem interessante, a leitura, via on line, Kindle. A escritora trata o relato de forma a satisfazer a curiosidade, temas que eram relatados pela pintora em seu diário.
Outro livro que li via kindle foi Arroz de Palma, 4ª ed. 2014, Record. Na verdade descobri o livro através do professor de literatura, após ele usar um exemplo nos exercícios e o trecho ter me entusiasmado. Não encontrei o livro físico, esgotado, mas on line. Não gostei nada da experiência de livro assim... deve ser a idade... achei que força a visão... pouco domínio das tecnologias que chegam e não pedem licença. Pelo computador é bem chato, porque gosto de carregar o livro pra todo lado e desse jeito não dá. Vão falar, do outro jeito também, mas não sinto a mesma tesão, ainda não.
O livro Arroz de Palma não tem culpa nenhuma, deixa eu parar de vomitar essas desculpas, apesar de o personagem do livro dizer: "o que o corpo põe pra fora é sinal de purificação".
Na verdade o livro tem uma linguagem extremamente poética, usa de um lirismo na prosa que desbancou meu jeito mais prático, seco e exageradamente realista. No início até certo trecho achei adocicado para meu estilo, mas depois, se pode constatar cada palavra valorizando cada parágrafo, de uma forma tão poética que, o personagem tem o domínio e nada está solto, completamente bem amarrado. Não queria largar a leitura e em poucos dias terminei. Nem mesmo o final, do jeito que foi, tirou a beleza da escrita. Aliás, ele mesmo diz: " tudo o que vem convêm, seja bom ou seja mal, o que nos é posto no caminho serve ao nosso aprimoramento."
Certeza que a leitura me trouxe aprimoramento na arte de escrever literatura.
Plagio o personagem ao despedir de 2016... "Vida é professora que dita rápido." Portanto faça ótimas escolhas para o ano que se inicia. BOAS FESTAS E MUITA SAÚDE!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
NOVOS LAÇOS COM BOAS NOTÍCIAS EM 2017
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| desenho Ju Martins |
O dezembro está por encerrar-se. Ainda anestesiada pelos acontecimentos que de forma trágica vão mostrando que não estamos preparados ao respeito ao outro.
A lama em Mariana continua, apesar de ano da tragédia, a destruir a vida de pessoas e o lugar, ambos queriam apenas viver a vida em paz, no calor do lar, tendo o Rio Doce como vizinho, e vice-versa, a mata e morros das Minas Gerais.
Como diz Mia Couto* "Um rio é uma entidade vasta e múltipla. Compreende as margens, as áreas de inundação, as zonas de captação, a flora, a fauna, as relações ecológicas, os espíritos, as lendas, as histórias." Imagina a dor do ribeirinho ao ver o rio em toda a sua extensão até o mar completamente destruído.
Os tentáculos do poder continuam massacrando não apenas Mariana e arredores. O caso de Nicinha, uma militante que incomodava o sistema em Rondônia não deixa dúvidas do que são capazes para destruir o ambiente aonde os ribeirinhos têm a vida estabelecida, atingidos pelo complexo do Madeira, em especial pela usina de Jirau. O corpo foi encontrado amarrado nas mãos e pés junto a uma imensa pedra dentro do rio. "Mulheres, água e energia não são mercadorias!", os atingidos exigem respeito pelo espaço sagrado do lar. Como 2015, 2016 trouxe muitas tragédias no âmbito do poderio de consórcios internacionais que vislumbram apenas o lucro do vil metal, em desrespeito a comunidade.
O mundo inteiro vem mostrando ganas de que a tolerância vai longe de ser valorizada. Cada vez mais assusta a possibilidade da terceira guerra mundial, tantas catástrofes se vê mundo afora.
O clima de natal mostra-se empobrecido e nos pede, aliás com mais fervor ainda, que tenhamos compaixão em nossos corações. Quantos não têm chance de uma trégua, quantas crianças não conseguem nem mesmo mais lágrimas pela crueldade vivenciada em guerras irracionais, e tantos outros quantos.
QUE 2017 TRAGA NOVOS LAÇOS E NOTÍCIAS QUE VALORIZEM O SUJEITO NÃO A MOEDA.
* Mia Coutro in E se Obama fosse africano?, Companhia das Letras, 2011, pág53
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