domingo, 4 de março de 2012

MACHADO DE ASSIS... VISIONÁRIO

   Assisti ao Documentário Machado de Assis - crônicas e política, na TV Senado, hoje. É inacreditável a capacidade que o escritor tinha de colocar no papel a sua sutileza crítica da realidade de sua época. Nos comentários dos críticos, ele está situado entre os gênios e um dos primeiros (juntamente com José de Alencar) a utilizar-se da crônica como arsenal de crítica à política. 


   Teve uma crítica que ele fez sobre a república e a monarquia, dizendo que "No Brasil não temos nem república, nem monarquia, temos é uma completa oligarquia sempre"... é mais ou menos isso. Infelizmente, estamos em pleno século XXI e a crítica dele é válida até hoje. Ele realmente era um gênio e visionário.


   Eu sempre amei o Machado de Assis e nos tempos de juventude conheci muitos de seus contos e romances, todos até hoje inesquecíveis. Quem não se lembra dos contos: "Uns Braços; A Missa do Galo; D. Benedita ...". Eu os tenho vivamente na memória. E a história de Bento e Capitu...em Dom Casmurro... Que até hoje nos deixa encafifados. É engraçado que, com a releitura,  ainda se torna mais saborosa a experiência. Penso que deve ser a maturação existencial e intelectual que nos dá essa capacidade. É sempre bom voltar a seus romances.


   Os críticos fizeram também uma descrição dele e o colocaram como um dos maiores solitários de seu tempo. Volte a experimentar Machado de Assis, se quiser te empresto... Mas nem é preciso... Está disponível na rede a coleção completa. Veja em www.machado.mec.gov.br.
 Leia... Leia muito... Delicie-se com esta forma de viajar no tempo! E olha que ele continua bem atual.


    

sábado, 3 de março de 2012

FIRME E NA ATIVA!

   Nas páginas da revista Língua Portuguesa, edição 34, jan/2012, páginas 18 e 19, está estampado o que sempre falamos sobre como manter mente e corpo saudável. É numa resenha sobre o livro Mente Saudável  Mente Brilhante, do neurocientista Richard Restak., Larousse.


  "Caminhar, jogar, ler, dormir, socializar-se, aprofundar-se em seus interesses pessoais..." Mostrando que tudo isso faz com que o nosso cérebro continue com alta capacidade e demore o processo de envelhecimento. Interessei-me pelo assunto. Ainda fala o que mais destrói e desgasta o cérebro: o estresse ansioso em que vivemos hoje em dia. Ao combatê-lo, podemos "viver melhor, mais longamente e com mais qualidade".


   Ele sugere umas dicas:
   ". Aprenda a parar de desperdiçar energia mental com coisas que estão além do seu controle;
    . Reaja  rapidamente quando você pode fazer algo para resolver uma situação estressante;
   . Reduza o estresse com o aumento de atividade física;
   . Monitore seu estado de humor, fantasias e conversas internas consigo mesmo;
   . Aproxime-se de outras pessoas;
   . Tente diminuir a importância do acontecimento ou da situação."
   É o respeitado cientista que nos traz esse conhecimento. Que tal pôr em prática??? Vamos à leitura!

BONS MOMENTOS II

   "A felicidade é uma opção pessoal"... A frase está no Livro do Og Mandino, A Universidade do Sucesso. Como vocês sabem ele é um dos pais da "autoajuda". Eu adoro as colocações dele que fazem a gente refletir sobre os caminhos a seguir.


   Bom, não é meu interesse discutir o que ele escreveu, mas a frase em si. Achei que tinha muito a ver com a postagem BONS MOMENTOS, onde procurei refletir sobre a questão da felicidade... e dos bons momentos.


   O ponto de vista coaduna com o descrito em bons momentos, pois quem faz a escolha pela simplicidade na vida conquista com leveza este atributo procurado por todos nós e existente tão perto... Dentro de nós!


   Cultive o simples, o aqui e agora, seja tolerante com as pessoas e verá que tal opção flui de modo mais significativo!!!   







PRETO E BRANCO

   Ontem assisti ao filme O ARTISTA, 2011, vencedor de Oscar, no Cine Belas Artes. Um filme mudo que conta a história de um ator famoso e admirado naqueles tempos (tem o estilo do Rodolfo Valentino - eu acho). Rico, vaidoso, muito narcisista, se acha insubstituível. 


   Mas as regras do mercado cinematográfico mostra a sua cara - que é o descarte do antigo pelo novo (vemos isso constantemente) e ele é dispensado. O ator não aceita bem a mudança dos tempos; parece estar vivendo a transição do cinema mudo para o falado e aposta em novos projetos a partir de sua própria produção. Não alcança êxito. Fracassa e  perde tudo que possuía. Entra em um processo de autodegradação e afunda nas bebidas.


   Neste ínterim, uma atriz que ele ajudou a despontar alcança o auge no cinema falado e como tinha um sentimento de amor por ele, faz o possível para ajudá-lo nesta fase.  Em um momento isso vem à tona, e ele vaidoso, pensa em resgatar a sua dignidade, suicidando-se. A atriz vai ao seu encontro de forma desvairada, como que ciente do que poderia acontecer e chega antes do trágico. 


   O filme termina no estilo do " ...e viveram felizes para sempre...". O final decepciona um pouco, mas para os românticos não poderia ser outra a resposta ... provavelmente se fosse um filme francês... (descobri... o filme é francês (sic), a conotação é que é hollywoodiana).


   O filme retrata algumas questões interessantes para reflexão: a questão da mudança e a resistência em aceitá-la; o uso do sujeito como objeto; a capacidade que o amor tem em transformar; o orgulho; a vaidade; a falta de humildade; o mercado no comando da vida... Apesar do senão no parágrafo acima, o filme vale a pena ser visto.



sexta-feira, 2 de março de 2012

SER ESCUTADO

   Ser escutado. É o desejo de qualquer pessoa. Por que está cada vez mais difícil disso acontecer??? O ideal seria que os amigos tivessem disponibilidade para tal, mas tanto o homem, como a mulher, andam olhando para o seu próprio umbigo mais que o necessário e se esquecem da amizade e/ou estão tão ocupados neste mundo frenético que não têm tempo para a escuta.


   Todos nós precisamos ser escutados. Um conselho (se é que conselho funciona) : não desista. Procure alguém que o escute. Seja um amigo, o terapeuta (ganhará de quebra um maior conhecimento de si mesmo) ou quem sabe até o famoso padre (no seu confessionário???) ou um bom conselheiro (será que ainda existe???).


   A maior parte de nossas reclamações são das pessoas com quem convivemos e que não se apresentam disponíveis para a tal habilidade - SABER OUVIR - Infelizmente estamos vivendo numa época em que a solidariedade pelo problema do outro está em falta. 


   As queixas nos relacionamentos, companheiros envolvidos com o seu cotidiano comum não percebem as necessidades do outro. Estes, então, ficam que nem zumbis... olhando fixos para algum lugar e tentando administrar o que os incomoda sozinhos (conversando consigo mesmos)... 


   Infelizmente isso não funciona bem, pois empobrece o que o humano tem de mais interessante - a capacidade de diálogo - onde, tanto o emissor, quanto o receptor podem ampliar a comunicação e se fazer entendidos. Onde anda tal ferramenta nas relações???


   Eu quero ser escutada... Ele quer ser escutado... Você quer ser escutada... Nós queremos ser escutadas (os)... Então o que está acontecendo???  

quinta-feira, 1 de março de 2012

REVER CONCEITOS

   Não sou de ficar com raiva de ninguém por muito tempo. Afinal, a raiva (aquela demasiada) mata, não é mesmo! Além de fazer a gente ficar mais feia, pequena e...


   Nunca fui de ter ódio. Eu não conheço ninguém por quem eu tenha uma raiva muito grande ou ódio. Tais sentimentos, aprendi há muitos anos, só servem para entristecer a figura de qualquer pessoa. Aparece na face aquela aparência pesada e rancorosa. 


   E normalmente temos tais sentimentos quando ainda não aprendemos a crescer e apresentar-se à vida, como ela deve ser realmente vivida (com maioridade!).


   Mas a tal raiva (que devia ser só uma raivinha normal, típica de momentos) já desapareceu hoje. Fiquei à tarde lendo um ótimo livro que fez com que eu ficasse tão concentrada e envolvida... que dissipou esse sentimento menor. O livro do conhecido historiador Caio Prado Junior, Formação do Brasil Contemporâneo, Editora Brasiliense, de 1942, 3ª reimpressão de 1999. Belíssima a sua forma de contar a história do nosso Brasil e seu olhar é realmente apaixonado pela pátria e muito crítico. Estou adorando essa releitura da nossa história.


   E já à noite, minha filha resolveu que ia preparar o jantar e me trouxe uma bela "bruscheta", deliciosa, que segundo ela seria para servir como entrada... Aí, não teve jeito, pedi também um cálice de vinho para o acompanhamento. Vamos ao jantar... Ganhar mais algumas calorias que valem a pena!


   Raiva... Que raiva???

RAIVA???

   Escrevi o texto abaixo ontem, mas não quis publicá-lo. Só hoje resolvi:
   "Hoje eu estou com raiva... E infelizmente isso não está me deixando solta para o fluir dos pensamentos e para a escrita. Bom, não vou ficar chateando ninguém com esse "sentimentozinho"  típico de adolescente... Mas hoje eu estou me sentindo assim.


   Já sei... No fundo continuo uma adolescente, desejosa que tudo se encaminhe de forma romântica e surpreendente. Lá vem eu com o surpreendente... Que deve existir só na minha cabeça.


   Seria tão bom se as coisas fossem amenas, com nuances suaves envolvendo os relacionamentos... Típico conto de fadas, né!


   Que houvesse o diálogo constante na discussão dos problemas, uma forma de o outro saber exatamente como a gente se sente ou pensa, ao invés de ficar imaginando coisas do tipo: "eu penso... que ele pensa... que eu penso...que ele pensa... ", o que não leva a lugar nenhum. Simplesmente jogos sem nenhuma finalidade. 


   Até me lembrei do Livro Chapeuzinho Amarelo, do Chico Buarque de Holanda. Na história o Chapeuzinho tinha medo... do medo... do medo... do medo, e assim por diante, até que descobriu que de tanto ter medo, o medo tornou-se maior do que era realmente. Bastou apenas que fizesse o enfrentamento e focasse a sua realidade ( ao invés de ficar fantasiando coisas) para a solução do problema.


   Quem sabe eu aprendo com o Chapeuzinho Amarelo a fazer o enfrentamento da tal raiva???